Em 25 de janeiro de 1920, foi lançada a pedra fundamental da sede própria da Escola, localizada em frente ao cemitério do Araçá. Foi o último grande gesto público de Arnaldo, que morreu prematuramente meses mais tarde.

 
 

História do Biotério



Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho

De Biotério Central a Diretoria Técnica de Apoio ao Ensino e Pesquisa

  Ensino e pesquisa pré-clínica marcam o modelo flexneriano adotado por escolas como a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de meados do século passado, fiel ao antecipado por Arnaldo Vieira de Carvalho e presente no delineamento do convenio de nossa faculdade com a fundação Rockfeller. A necessidade de cuidados das diferentes espécies de animais usadas com atividades de ensino e na pesquisa gerou a necessidade de organizar o germe do Biotério Central, em edificação localizada entre o prédio central e o Instituto Oscar Freire.

  Por muito tempo, a responsabilidade da área ficará dividida entre docentes dos departamentos afeitos as cadeiras básicas, como a Química Fisiológica, Fisiologia, Histologia e Embriologia, Parasitologia e Microbiologia e a Técnica Cirúrgica. Com a reforma universitária do final dos anos 60, a atividade de bioterismo concentrou-se nas demandas das clinicas cirúrgicas. Professores da área, como o Prof. Dr. Erasmo Tolosa organizaram a área do biotério central, com a colaboração de Fernando Sogorb Sanches, que iniciou sua carreira na Faculdade de Medicina, onde se doutorou. Sogorb foi então contratado como docente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, sendo então substituído pela farmacêutica Junco Takano Osaka, no inicio dos anos 80. Nesta época, diferentes grupos assumiam a iniciativa de criação de animais em seus laboratórios de experimentação da faculdade de Medicina. Surgia, assim, um movimento que levou a consolidação de unidades de criação multiusuárias dentro dos laboratórios de grupos do Departamento de Clinica Médica. Enquanto isto, o Biotério Central atendia a vocação dos vários grupos cirúrgicos, mantendo as espécies necessárias em sua área de criação de roedores, coelhos e mantendo um canil.

  Com a reestruturação da Faculdade de Medicina em 1986, o biotério central transformou-se em uma diretoria técnica  (a Diretoria Técnica de Apoio ao Ensino e Pesquisa, sob direção da Sra. Osaka). A perspectiva da construção do metrô e a necessidade de utilização de áreas da Faculdade para as obras foi útil para a consolidação de biotérios setoriais, como aqueles do Departamento de Clinica Medica e depois o biotério do Instituto de Medicina Tropical.

  Em função de negociações com a Companhia do Metro, o uso temporário da área do pátio da Faculdade reverteu na construção do moderno prédio que abriga atualmente o Centro de Bioterismo. Atentos às demandas da pesquisa biomédica contemporânea, diferentes docentes do Departamento de Clínica Medica propuseram que parte significativa das atividades do Centro de Bioterismo fosse voltado a criação de roedores em condições ambientais e status sanitário controlado; e, preparado para geração e criação de animais geneticamente modificados. Esta mesma tendência foi observada pelos pesquisadores usuários do Instituto de Medicina Tropical, que construíram o primeiro biotério com barreiras sanitárias para criação de animais livres de patógenos específicos do Complexo. O então diretor, Prof Dr. Irineu Tadeu Velasco, com auxilio de diversos docentes, estabeleceu as diretrizes do novo Centro de Bioterismo, que foi inaugurado em 2002.

  O potencial do novo Centro de Bioterismo foi logo reconhecido pela Universidade de São Paulo e pela FAPESP, que custearam, mediante apresentação de projetos específicos parte significativa da compra de equipamentos; além de destacarem claros funcionais específicos para a atividade. A liderança estratégica do Centro de Bioterismo ficou sob a responsabilidade de docentes como Prof Dr. Jorge Kalil e Wagner Gattaz, que catalisaram a aproximação do corpo docente da Faculdade à gestão do novo Centro. Em meados de 2006, a reitoria autorizou que a gestão da Diretoria Técnica (DTAPEP) fosse exercida por docentes, com o compromisso de aproximar a DTAPEP dos órgãos colegiados como a Comissão de Pesquisa da faculdade e a Pró-reitoria de Pesquisa. O compromisso, firmado na gestão do Prof. Cerri, consolidou-se na gestão do Prof. Boulos, e permitiu que a Diretoria se organizasse como uma unidade prestadora de serviços voltados para a criação de animais de laboratório de qualidade genética e sanitária, para a faculdade e para diversos outros usuários. A aproximação com a Pró-reitoria de pesquisa, e seu continuado apoio ao longo dos últimos dez anos, tem nos permitido elaborar o Padrão USP de animais de laboratório, que logo esperamos seja certificado internacionalmente.

   As ferramentas de gestão da DTAPEP, no seu centro de bioterismo, têm permitido um aumento do escopo da Diretoria, que agora tem organizado outros serviços voltados a criação e experimentação animal, além de incluir um núcleo de gestão para os demais núcleos ou serviços que tem a característica de atividade-meio para pesquisa, bem ilustrada pelos núcleos multiusuários do Programa Rede de Equipamentos Multiusuários (PREMiUM).
 
 


Diretoria Técnica de Apoio
ao Ensino e Pesquisa
Biotério Central da FMUSP

Av. Dr. Arnaldo, 455
Cerqueira César - CEP: 01246-903
São Paulo - SP
Fone: (55.11) 3061-7412
Fax: (55.11) 3061-8279